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Mercado em expansão para setor de dublagem

Por Henrique Moraes - publicado no Jornal O Fluminense, em 13/05/2012 (trechos da matéria)

Decisão das TVs a cabo de dublar as programações explica o crescimento da área

O mercado de dublagem está em ebulição. Esta é a garantia de  alguns especialistas da área. Este crescimento estaria ligado à decisão de quase todos os canais de TV a cabo dublarem toda a sua programação. O motivo para a alteração seria uma pesquisa recente apontando que aproximadamente 75% do público brasileiro dá preferência a assistir aos vídeos dublados.

No Rio de Janeiro, existem de 300 a 350 profissionais trabalhando efetivamente. Apesar dos cursos de formação terem duração pequena, entre três e seis meses, para atuar na área é preciso ser ator profissional, já que esta é uma especialização dentro da carreira artística. Assim, para atuar como dublador a pessoa precisa estudar ainda mais uns dois anos em escolas de teatro.

“Para se tornar um ator profissional em dublagem deve-se primeiramente tirar o registro profissional de ator. A profissão é a de ator e não de dublador”, frisa Dario de Castro, diretor social do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão do estado do Rio de Janeiro (Sated/RJ).

A média salarial de um dublador varia bastante por este receber por trabalho realizado. Em começo de carreira, esse profissional ganha uma média de R$ 1,2 mil mensais sendo que os mais experientes tiram mais de R$ 6 mil, considerando os valores pagos pelos estúdios de dublagem existentes principalmente no eixo Rio/São Paulo.

Mercado em alta  -  O dublador pode fazer dublagens para TV, DVD, games, cinema. Fazer locuções, narrações, audiobooks, audiodescrição (para deficientes visuais), spots para rádio e comerciais para TV.

“Temos um mercado em ebulição. Como o público brasileiro dá preferência a assistir produtos dublados, segundo uma pesquisa, os distribuidores como a Fox, Universal, HBO, Telecine, Warner, dentre outros, resolveram dublar toda sua programação”, relata Vignolo.

“Todavia temos um problema em se tratando de concorrência com São Paulo. Grande parte deste mercado migrou para lá em função dos baixos preços praticados pelos colegas daquele polo. Em outras palavras, temos um mercado em franca expansão, mas com uma tendência ao mercado paulista”, expõe.

Leo Pinheiro, de 38 anos, é ator há 25 anos e dublador há cinco. Ele diz que com o advento da TV paga, DVD e Blue Ray o mercado se ampliou bastante. “A internet e os CDs educativos também são bons caminhos. O mercado de trabalho está inchado, é verdade, mas os de jornalistas, advogados e médicos também estão, e nem por isso alguém supõe que se deva fechar as faculdades de medicina, por exemplo”, avalia.

“Hoje a classe C tem canal por assinatura. E como a maioria dos canais de TV fechada está dublando toda a programação o mercado de trabalho aos poucos está se abrindo para o dublador”, complementa Leo Pinheiro que divide seu tempo com sua outra profissão: a de jornalista.

Mercado exige estudo e dedicação
O dublador ganha pela quantidade de horas em uma produção. Ela pode ser um filme de longa-metragem ou um conjunto de episódios de série que, por regra, são agrupados de acordo com a duração. 

Leo Pinheiro diz que desde criança tinha curiosidade por aquelas pessoas que davam vida aos desenhos animados.

“Fui apurando o meu ouvido e reparando que o He-Man tinha a mesma voz do MacGyver da série Profissão Perigo (dublada por Garcia Junior), que o Vingador da Caverna do Dragão era o Sargento Garcia do Zorro (por Orlando Drumond). Que outra profissão me daria a oportunidade de contracenar com o Jack Nicholson?”, brinca Pinheiro.


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