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Biografia de Selma Lopes


Selma Lopes
(foto:Matheus Barros - Vitavision - 2013)

Maria Lopes Gonçalves, mais conhecida pelo pseudônimo de Selma Lopes, nasceu em Iguape, no litoral sul de São Paulo, quase na divisa com o Paraná, em 10 de setembro de 1928. Filha de um tenente de Marinha e de uma dona de casa, ela cresceu em uma casa onde a música estava muito presente: o pai tocava violão, enquanto os filhos o acompanhavam, cantando.

Selma Lopes foi casada com o humorista Zacarias. Selma Lopes ingressou na carreira artística ainda muito jovem, por intermédio do irmão, que cantava em um programa infantojuvenil da rádio local.

Ela fez dupla com o irmão até começar a fazer locução e esquetes cômicos. Em seguida, mudou-se com a família para Santos, onde também trabalhou no rádio, e para o Rio de Janeiro.

Na época, a antiga Rádio Mauá tinha um programa comandado pelo radialista e produtor Hélio Tys que buscava novos talentos. Depois de um concurso realizado pelo programa, no qual ficou em primeiro lugar, aos 18 anos, foi contratada pela Rádio Mauá.

Trabalhou durante um ano. Depois, foi levada pelo próprio Hélio Tys para fazer um teste na Rádio Mayrink Veiga, que a contratou. Ficou na rádio até o golpe militar de 1964, quando a emissora foi fechada. Durante esse período, Selma Lopes fez de tudo um pouco: cantava, atuava em radioteatros e programas de humor e, também, fazia locução. Com o fechamento Rádio Mayrink Veiga, voltou para a Rádio Mauá, onde ficou por cinco anos no programa A Turma da Maré Mansa – humorístico de sucesso, pelo qual passaram diversos comediantes. Chegou a conciliar as gravações do programa no Rio com um trabalho em televisão em São Paulo. E, em 1971, estreou também no cinema, no filme Tô na Tua, Ô Bicho, comédia de Raul Araújo que tinha no elenco Costinha, Agildo Ribeiro e Nair Bello. Depois disso, só atuou em mais um longa, Piranha de Véu e Grinalda (1982), de Roberto Machado.

Selma Lopes estreou na Globo em 1972, no elenco da novela Uma Rosa com Amor, de Vicente Sesso. No papel de Dona Pepa, uma italiana, fazia dupla com a atriz Henriqueta Brieba, que vivia Dona Antoneta. As personagens eram duas amigas fofoqueiras, que garantiram momentos de humor à história. No ano seguinte, integrou o elenco de O Silêncio e o Grito, episódio do programa Caso Especial. Por conta de seus trabalhos no teatro, teve uma carreira esparsa na TV.

Em 1975, fez sua primeira peça de sucesso, Gota d’Água, de Chico Buarque e Paulo Pontes, com Bibi Ferreira no papel principal. Posteriormente, atuou em outro grande sucesso: Por Falta de Roupa Nova, Passei o Ferro na Velha, estrelada por Henriqueta Brieba, com a qual viajou pelo país por dez anos. Também atuou em O Peru, de Georges Feydeau, nos anos 1980, em Cafona, Sim, e Daí?, de Sérgio Britto, nos anos 1990, entre outras.

Voltou a trabalhar na Globo em 1978, no elenco da novela Dancin’ Days, de Gilberto Braga. Selma Lopes vivia Jandira, empregada da personagem Áurea Santos (Yara Amaral) – que, a certa altura da história, era responsável pelo retorno da protagonista Júlia (Sônia Braga) à prisão. A novela fez muito sucesso, tendo sido exibida em cerca de 40 países.

Depois, Selma Lopes só retornaria às novelas, em pequenas participações, nos anos 2000: em Bang Bang (2005), de Mário Prata e Carlos Lombardi; em Pé na Jaca (2006), de Carlos Lombardi; Ciranda de Pedra (2008), de Alcides Nogueira, remake da novela homônima de 1981 e também baseada na obra de Lygia Fagundes Telles; e em A Favorita (2008), de João Emanuel Carneiro.

Além das novelas, Selma Lopes participou de diversos programas da Globo, como os humorísticos Balança mas Não Cai, Escolinha do Professor Raimundo, Chico City, Chico Total, Zorra Total, A Diarista e Os Trapalhões – nesse último, trabalhou com Mauro Faccio Gonçalves, o Zacarias, com quem foi casada e teve uma filha. Em 2006, fez uma participação na segunda versão de Sítio do Picapau Amarelo, infantojuvenil baseado na obra de Monteiro Lobato. E, em 1997, esteve na minissérie Amazônia, de Galvez a Chico Mendes, de Gloria Perez.

Fora da televisão, do teatro e do cinema, Selma Lopes se destacou no ramo da dublagem, sendo considerada uma das melhores profissionais do país. Graças à experiência no rádio, foi convidada pelo espanhol Carlos de la Riva, o introdutor da dublagem no Brasil, para um teste. Saiu-se bem e, a partir daí, não parou mais: sua voz está em inúmeras animações para o cinema, como Bernardo e Bianca, Mogli, o Menino Lobo, Pocahontas, Mulan e Pinóquio; desenhos de televisão, como Duck Tales, Animaniacs e Os Ursinhos Gummy; e filmes como Homem-Aranha 2, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban e Mary Poppins.

São dela também as vozes dos personagens femininos do desenhista Daniel Azulay, como a voz marcante da galinha preta "Chicória" da "Turma do Lambe Lambe". Atualmente, seus “papéis” mais conhecidos como dubladora são os de Marge Simpson, do desenho Os Simpsons, e da atriz americana Whoopi Goldberg. Seu trabalho na dublagem do filme Ghost, do Outro Lado da Vida (1990), no qual Whoopi Goldberg interpretava a vidente Oda Mae Brown, foi considerado pela própria Selma Lopes como o mais emocionante de sua carreira.

[Depoimento concedido ao Memória Globo por Selma Lopes em 10/12/2008.]

 

 


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